segunda-feira, 28 de junho de 2010

As Melhores Coisas Demandam Esforço

Em nosso torcido mundo, as mais importantes coisas muitas vezes são as mais difíceis de aprender; e inversamente, as coisas que vêm fácil são na maioria das vezes de pouco valor real no longo prazo.


Isso se vê claramente na vida cristã, onde muitas vezes acontece que aquilo que aprendemos a fazer sem dificuldade são as mais superficiais e menos importantes atividades, e os verdadeiramente vitais exercícios tendem a ser omitidos devido à dificuldade de pô-los em prática.


Isto é mais facilmente visto em nossas variadas formas de trabalho cristão, particularmente no ministério. Ali as mais difíceis atividades são as que produzem maior fruto, e os menos frutíferos serviços se desempenham com menor esforço. Esta é uma armadilha em que não cairá o ministro sábio, ou se ele perceber que nela está preso, importunará céu e terra em sua determinada luta para escapar dela.


Orar com sucesso é a primeira lição que o pregador tem de aprender se quiser pregar frutiferamente; embora a oração seja a mais difícil tarefa para a qual ele é chamado. Como homem será a atividade que será tentado a menos pôr em prática do que qualquer outra. Ele tem de determinar o coração para conquistar pela oração, e isso significa que primeiro tem de comquistar sua própria carne, porque é a carne que sempre atrapalha a oração.


Quase tudo que diz respeito ao ministério pode ser aprendido com uma média porção de inteligente esforço. Não é difícil pregar, ou gerenciar atividades da igreja ou atender compromissos sociais; casamentos e funerais podem ser dirigidos sem problemas com um pouco de ajuda de um Manual do Ministro. Pode-se aprender a fazer sermões tão facilmente como fazer sapatos – introdução, conclusão e só. E assim é com todo o trabalho do ministério como se tem levado na igreja normal de hoje.


Mas orar – isso é outro assunto. Aqui de nada serve a ajuda de um Manual do Ministro. Aqui o solitário homem de Deus tem de combater sozinho, às vezes com jejuns e lágrimas e fadigas indizíveis. Ali cada homem tem de ser original, porque a verdadeira oração não pode ser imitada nem pode ser aprendida de outrem. Cada um tem de orar como se só ele pudesse orar, e sua aproximação tem de ser individual e independente; independente de todos, menos do Espírito Santo.


Thomas à Kempis diz que o homem de Deus deve sentir-se mais à vontade em seu quarto de oração do que diante do público. Não é exagero dizer que o pregador que gosta de estar diante do público dificilmente se encontra espiritualmente preparado para estar diante dele. É mais provável que a correta oração torne o homem hesitante em aparecer diante de uma audiência. O homem que realmente se sente à vontade na presença de Deus se verá preso numa espécie de contradição interior. Ele provavelmente sentirá de forma tão aguda sua responsabilidade que preferiria fazer qualquer outra coisa a encarar um auditório; e contudo a pressão sobre seu espírito pode ser tão grande que nem cavalos selvagens o poderiam arrancar do seu púlpito.


Nenhum homem deveria se colocar diante de uma audiência sem antes ter estado diante de Deus. Muitas horas de comunhão deveriam preceder uma hora no púlpito. O quarto de oração deveria ser mais familiar que a plataforma pública. A oração deveria ser contínua; a pregação, intermitente.


É de notar que as escolas ensinam tudo sobre a pregação, exceto a parte importante, a oração. Não se deve censurar as escolas por causa dessa fraqueza, pela razão que a oração não se pode ensinar; ela somente pode ser praticada. O melhor que qualquer escola ou qualquer livro (ou qualquer artigo) pode fazer é recomendar a oração e exortar a que seja praticada. A oração mesma tem de ser trabalho do indivíduo. E é justamente o trabalho religioso que, feito com pouco entusiasmo, se torna uma das grandes tragédias dos nossos dias.

Autor:A. W. Tozer

domingo, 27 de junho de 2010

Sete Cestos Cheios

De Força em Força

O amor de Deus é o mesmo ontem, hoje e para sempre, e uma das formas mais ternas do amor é nos preparar de antemão para aquilo que virá mais tarde, de tal maneira que, quando vier, nós não falhemos.

Isto foi o que aconteceu em Roma há muito tempo atrás. No ano 58 A.D (ou aproximadamente), uma carta foi lida em voz alta num pequeno local onde cristãos se reuniam em Roma. Até mesmo as crianças mais novas devem ter ouvido com algum entendimento o grande parágrafo que começava assim: “Quem nos separará do amor de Cristo?” Quanto aos adultos, apesar de não haver sinal algum de perseguição até o momento, esta frase deve ter se tornado sua comida e bebida. Nutridos, então, assim, eles se tornaram forte, de tal forma que quando os fogos de Nero foram acessos, em 64 A.D., eles sofreram com paciência. O Espírito, o Consolador, que levou aquelas palavras a serem escritas nos últimos seis anos antes que elas fossem urgentemente requeridas, ainda é o mesmo Espírito; a tudo antevendo. Ele nos prepara para tudo. Talvez alguma hoje nos alcançará, a qual pretende nos preparar para o nosso amanhã. Não percamos, pois, tal palavra.

Pequeno o suficiente para Deus usar

Em certa ocasião alguém disse a Hudson Taylor, o médico inglês a quem Deus usou para estabelecer a Missão no Interior da China:

Você deve ser tentado, algumas vezes, Sr. Taylor, a se orgulhar da maneira maravilhosa com que Deus o usou. Eu duvido que qualquer homem hoje tenha tido honra maior.” Diante dessa palavra graciosa o Sr. Taylor respondeu: “Ao contrário, eu sempre achei que Deus estava procurando alguém pequeno o suficiente, e fraco o suficiente para Ele usar, e então achou a mim.”


Homens que Deus usa

Alguém perguntou a São Francisco de Assis como ele conseguia realizar tantas coisas. “Esta deve ser a razão”, disse ele: “O Senhor olhou do céu e disse: ‘onde posso encontrar o homem mais fraco, menor e mais medíocre sobre a terra?’ Então Ele me viu, e disse: ‘Eu o encontrei, ele não vai se vangloriar disso; ele verá que Eu o estou usando por causa da sua insignificância.’”.



Cristo – Sabedoria de Deus

Cristo foi nada, para que Deus pudesse ser tudo. Ele resignou-se a si mesmo juntamente com toda a sua vontade e poder, inteiramente para que o Pai trabalhasse nele.

O Filho não pode fazer nada de si mesmo; (Jo 5:19)

Eu não recebo honra de homens; (Jo 5:41)

Eu desci do céu não pra fazer minha própria vontade; (Jo 6:38)

Minha doutrina não é minha; (Jo 6:38)

Eu não vim de mim mesmo; (Jo 7:28)

Não faço nada de mim mesmo; (Jo 8:28)



Se Morrer, Produz Muito Fruto

Uma criança, ao folhear um velho livro de jardinagem, leu que se uma macieira não desse frutos uma boa atitude seria cravar alguns pregos em seu tronco. Ele relatou isso a seu pai, o qual resolveu fazer tal tentativa com uma árvore inútil que estava em seu jardim. No ano seguinte esta arvore produziu frutos em abundância.

Certo cristão, ao ver está árvore se voltou ao Senhor e disse: “Senhor, é este o segredo da minha esterilidade? É por isto que tão freqüentemente eu tenho faltado no dia da pregação? É por isso que a tentação tem tão facilmente me conquistado? É por isto que tão freqüentemente tenho me tornado vítima daquelas coisas que sei não pertencem a nova vida de Cristo? É por isso que com tanta freqüência eu tenho falhado em dar fruto para a Tua glória? É por eu estar levantando um protesto contra os pregos que tem sido cravados nesta vida da carne, neste deplorável ego, neste amaldiçoado eu? Eu disse: “não Senhor, eu não dou consentimento para esta crucificação”? E é este o resultado de tudo isto – esterilidade somente?” Oh, Senhor, faça-nos querer que os pregos sejam cravados, pois somente quando desejarmos morrer é que poderemos produzir fruto e viver a vida de ressurreição do Senhor Jesus Cristo.



Silêncio diante do insulto

É uma marca da mais profunda e verdadeira humildade”, disse um grande santo, “ao nos vermos condenados sem causa, e ficarmos silentes sob a acusação. Ficarmos silente face aos insultos e afrontas é uma imitação muito nobre do nosso Senhor. Oh meu Senhor, quando me lembro de quantas maneiras Tu sofrestes, Alguém que de maneira alguma merecia, eu não sei onde estão os meus sentimentos quando fico com tanta pressa em me defender e me desculpar. É possível eu desejar que alguém fale ou pense algo bom de mim, quando tantas coisas más foram pensadas e faladas a respeito de Ti! E quanto, quanto a ser culpado por todos os homens, se ao menos permanecermos inculpáveis, por fim, diante de Ti!”



Comunhão sem sombras

Um certo cristão desejoso de viver uma vida que glorificasse ao Senhor confessou ao outro: “eu anseio por ser conformado à vontade de Deus, e viver uma vida que Lhe seja agradável. Mas eu sou vítima de um ato escravizador, e não consigo abandoná-lo. Se eu tentasse abandoná-lo, morreria. O que devo fazer?” O cristão que o ouvia olhou bem para ele e lhe deu uma palavra que certamente foi direcionada por Deus: “Então, morra!” Não importa se qualquer de nós deve viver, mas importa que nenhum de nós permita qualquer coisa interferir na nossa comunhão com Deus.



Extraído da Revista, À Maturidade Número 25 – Verão de 1994


Grão de mostarda

A fé ri das impossibilidades

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sabedoria e Conhecimento

1 Coríntios 12:8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;


Não tenho por objetivo explicar o que é o dom “palavra da sabedoria” e o que é o dom “ palavra do conhecimento;”, tomei emprestado este versículo somente para fazer uma reflexão sobre a diferença entre as palavra sabedoria e conhecimento.

No grego a palavra traduzida como sabedoria é a palavra sophia de onde vem filosofia (amor a sabedoria), já a palavra traduzida por conhecimento é a palavra gnosis.


Encontramos no léxico grego de strong as seguintes definições:


Sophia é certamente a palavra superior de todas estas. É propriamente sabedoria.

Denota excelência mental no sentido mais alto e completo, expressando uma atitude bem

como um ato da mente. Compreende conhecimento e implica bondade, que inclue o esforço

pelos fins mais dignos, bem como o uso dos melhores meios para a sua realização.

Nunca é atribuído a ninguém exceto Deus e boas pessoas, a não ser em sentido

claramente irônico.


Gnosis é conhecimento, experiência, o entendimento dos fatos ou das verdades, ou

mais visão, discernimento.

Compare:


Gnosis

Sophia

denota o conhecimento por si mesmo

denota sabedoria que é demonstrada em ação,

aplica-se principalmente a apreensão da verdade

acrescenta o poder de pensar a

respeito de e observar seus relacionamentos.




Uma boa ilustração para compreendermos esta questão é o relator do julgamento de Salomão em 1Rs 3:16-28 Salomão não tinha conhecimento sobre quem falava a verdade porém teve sabedoria para decidir o a sentença correta.



Autor: Solimar Silva e Silva

e-mail: solimarss@hotmail.com


sábado, 19 de junho de 2010

De qual igreja você é?

Uma explicação breve e clara deste tema polêmico... mas importante.